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Site anuncia morte de Mário Soares



Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em Lisboa, a 7 de dezembro de 1924 e morreu esta tarde, 29 de dezembro, no Hospital da Cruz Vermelha, onde deu entrada no passado dia 13 em estado considerado crítico.

Segundo fontes hospitalares e outras ligadas ao próprio Partido Socialista, o antigo Presidente da República Mário Soares terá morrido pelas 14h50 desta quinta-feira. No entanto, esta informação carece de confirmação oficial, que deve ser avançada amanhã, segundo as mesmas fontes hospitalares.

Esta manhã, o porta-voz do Hospital da Cruz Vermelho não agendou um futuro comunicado à Comunicação Social, dizendo que o Hospital faria uma atualização quando se "justificar". A qualquer momento, essa atualização poderá ser feita.

Mário Soares deu entrada no hospital na madrugada do dia 13 de dezembro, em estado considerado crítico. Depois de umas ligeiras melhoras, o seu estado clínico agravou-se na véspera de Natal, tendo morrido ao início da tarde desta quinta-feira, 29 de dezembro.

Percurso político e profissional

Mário Soares foi primeiro-ministro de Portugal no I Governo Constitucional entre 1976 e 1977; no II Governo Constitucional em 1978 e no IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985.

Foi eleito como presidente da República entre 1986 e 1996 (1.º mandato de 10 de Março de 1986 a 1991, 2.º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996).

Mário Soares licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da mesma universidade, em 1957.

Foi advogado e professor do ensino secundário particular, chegando a dirigir o Colégio Moderno, fundado pelo pai, e no qual lhe sucederam a sua mulher, Maria de Jesus Barroso Soares e, posteriormente, a sua filha, Isabel Barroso Soares, psicóloga, além de professora do colégio.

Como advogado defensor de presos políticos, participou em numerosos julgamentos, realizados no Tribunal Plenário e no Tribunal Militar Especial, chegando a representar Álvaro Cunhal quando acusado de crimes políticos, e a família de Humberto Delgado na investigação do seu alegado assassinato.

As suas actividades anti-ditadura levaram a que fosse preso por doze vezes, cumprindo um total de cerca de três anos de cadeia, e acabou por ser deportado sem julgamento para a ilha de São Tomé, em 1968, até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o exílio em França, em 1970.

Seria na prisão, embora com registo na 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, que casou por procuração, a 22 de Fevereiro de 1949, com Maria Barroso, actriz, professora e activista política, que faleceu a 7 de Julho de 2015.

Por influência de Álvaro Cunhal que aderiu em 1943 ao Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF), estrutura ligada ao Partido Comunista Português, e integrou a partir de 1946 a Comissão Central do MUD - Movimento de Unidade Democrática.

Em 1949 foi secretário da Comissão Central da candidatura do general Norton de Matos à Presidência da República e em 1958 pertenceu à comissão da candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.

Foi o co-fundador do Partido Socialista, a 19 de Abril de 1973, mas antes tinha já fundado, em 1955, a Resistência Republicana e Socialista, após ter sido afastado do PCP.

A 28 de Abril de 1974, três dias depois da Revolução de 25 de Abril, regressou do exílio em Paris, no chamado «Comboio da Liberdade» e dois dias depois, esteve presente na chegada a Lisboa de Álvaro Cunhal. Ainda que tivessem ideias políticas diferentes, subiram de braços dados, pela primeira e última vez, as ruas da Baixa Pombalina e a avenida da Liberdade.

Durante o período revolucionário que ficou conhecido como PREC foi o principal líder civil do campo democrático, tendo conduzido o Partido Socialista à vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.

Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, de Maio de 1974 a Março de 1975, e um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas, tendo sido responsável por parte desse processo.

A partir de Março de 1977 colaborou no processo de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE), vindo a subscrever, como primeiro-ministro, o Tratado de Adesão, em 12 de Julho de 1985.

O percurso político de Mário Soares depois dos dez anos de Presidência da República foram orientados para a intervenção a nível internacional em várias comissões e fundações, tendo fundado em 1991 a Fundação Mário Soares.

Em 1999 foi o cabeça-de-lista do PS às eleições europeias e após a sua eleição, foi candidato a presidente do Parlamento Europeu, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine.

Em 2005, fez um regresso à política, disputando o cargo de Presidente da República, aos 81 anos, para impedir que José Sócrates, então secretário-geral do PS, tivesse de apoiar o candidato do partido, Manuel Alegre, depois de certas crispações dentro do PS, mas viria a obter apenas o terceiro lugar, ficando atrás da candidatura (que acabou por não ter apoio partidário) de Manuel Alegre e de Aníbal Cavaco Silva.

Com 89 anos foi eleito a personalidade do ano 2013 pela imprensa estrangeira, radicada em Portugal e em 25 de Abril de 2016, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, entregou a Mário Soares a chave da cidade de Lisboa, a mais alta distinção atribuída pelo município a personalidades com relevância nacional e internacional.

A equipa do Diário do Distrito une-se à família neste momento, prestando as sentidas condolências.

Fonte: Diário do Distrito

É impressionente como sites divulgam estas mentiras.

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